• XI Congresso Português de Sociologia

    Identidades ao rubro: diferenças, pertenças e populismos num mundo efervescente

  • 29 de junho a 1 de julho

    2020

  • 29 de junho a 1 de julho

    2020

Datas

29 de junho a 1 julho de 2020

Local

Lisboa, ESPP/ISCTE-IUL e ICS-ULisboa

Inscrições

A partir de 10 de Março

Call for Papers

Até 30 de janeiro 2020

Informações importantes

O XI Congresso Português de Sociologia sob o lema Identidades ao rubro: diferenças, pertenças e populismos num mundo efervescente, terá lugar em Lisboa, de 29 de junho a 1 de julho, 2020, sob a organização local ESPP/ISCTE-IUL e ICS-ULisboa.

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Call for Papers

Sessões especiais do XI Congresso Português de Sociologia

  • Conferencia de abertura

    Sari Hanafi (presidente da ISA) e Marta Soler-Gallart (presidente da ESA)

  • Sessão semi-plenária organizada pelas Secções Temáticas Sociologia do Desporto e Segurança, Defesa e Forças Armadas

    Anastassia Tsoukala

A inscrição no congresso implica a criação de uma conta.

Poderá utilizar os dados de acesso da edição 2018. Para esclarecimento de dúvidas, consulte as normas do congresso

Apresentação

CALL GERAL - XI CONGRESO (Versão PDF)

Igualdade e diferença constituem dimensões dilemáticas na contemporaneidade.

O avolumar das desigualdades e o seu cariz multidimensional e cumulativo têm instigado lutas por redistribuição, de várias orientações, matizes e contornos, mas cujo desígnio maior é a busca de (maior) igualdade. A dominação e a privação associada às desigualdades tem sido também fonte inesgotável para o conhecimento sociológico, desde os primórdios da sua fundação como ciência do social até às mais recentes denúncias da sociologia crítica.

Em simultâneo, observam-se também dinâmicas sociais contrastantes, ancoradas na defesa do respeito pelas diferenças, traduzida em lutas por reconhecimento – cultural e/ou identitário. E neste caso, o património sociológico acumulado tem igualmente contribuído para o conhecimento e compreensão das complexas lógicas da produção social de si e das suas pertenças.

As questões à volta das identidades são hoje um tema efervescente, por razões nem sempre coincidentes. Por um lado, reconhece-se crescente legitimidade a experiências e percursos outrora silenciados e invisíveis e que procuram, nas esferas públicas, conquistar e exercer o direito de falar de si mesmos nos seus próprios termos. Por outro, assiste-se a um recrudescimento de diferenças incomunicantes e de exclusão, como que a provar que a história não é uma teleologia ou seta de sentido único, já que nela se inscrevem encruzilhadas e bifurcações onde as regressões se apresentam enquanto miríficas soluções que recrutam cada vez mais adeptos.

A análise fina da ancoragem social da produção de identidades permitirá deslindar como, na pluralidade das interações sociais, se forjam maneiras de agir, pensar e sentir, devedoras dos pesos e contrapesos da classe, do género, da etnia, da orientação sexual, da religião, da idade...De igual modo, suscitará a necessidade de ultrapassar um pensamento pobre, avesso à complexidade, aos trânsitos e às intermitências, que habitualmente se exprime por artificiais pares binárias, exigindo a mediação entre as intrincadas e plurais pregas do social.

Importa saber até que ponto existe, e quem representa e protagoniza, na prática, uma multivocalidade comunicante, isto é, uma cultura universal de reconhecimento e tradução das diferenças, de convivência entre iguais, pois só a diferença relaciona, só ela permite, pela sua singularidade partilhada, encontrar pontes e construir comunidades. Para tal, seria crucial a incorporação da consciência prática da interseccionalidade e das modalidades e metamorfoses através das quais, para seguir a proposta de Nancy Frazer, se cruzam e acumulam injustiças económicas, culturais e políticas, associando a necessidade de políticas de redistribuição, de reconhecimento da diferença e de representação.

Paralelamente, reativam-se identidades realistas, assentes em ideologias de pureza, fortemente arreigadas em crenças de fechamento social. Alguns destes movimentos são abertamente proselitistas da exclusão e do ódio, recorrendo, não raras vezes, à violência e conquistando crescente adesão, a ponto de colonizarem instituições do Estado, partidos políticos e areópagos internacionais, bebendo na vulnerabilidade social de crescentes franjas sociais.

Ambas as tendências – emancipatória e de dominação – configuram hoje os processos de globalização e convidam ao estudo e debate das suas diferenças, bem como das suas zonas de sobreposição.

Conhecer, no seu embate e complexidade, as configurações das logicas identitárias contemporâneas, eis o objetivo do XI Congresso Português de Sociologia sob o lema Identidades ao rubro: diferenças, pertenças e populismos num mundo efervescente, que se realizará em Lisboa, de 29 de junho a 1 de julho, 2020, sob a organização local ESPP/ISCTE-IUL e ICS-ULisboa.

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